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Estima-se que cerca de 40% dos portugueses sofram de dor crónica.1

Diz-se que a dor é crónica quando, de modo geral, persiste após o período estimado para a recuperação normal de uma lesão. A dor crónica pode surgir no contexto de várias doenças (cancro, artrose, diabetes, zona, etc.), ser agravada por traumatismos ou posições forçadas ou incorretas, estar associada a um período pós-operatório ou surgir sem causa aparente.2

dor crónica - imagem
FATORES DE RISCO PARA A DOR CRÓNICA2

• Género feminino
• Idade (a prevalência da dor tende a aumentar até aos 60-65 anos)
• Nível socioeconómico e de instrução mais baixos
• Excesso de peso e obesidade
• Localização anatómica (as zonas lombar e cervical, a cabeça e os membros são as regiões mais afetadas)
• Ansiedade e transtornos depressivos
• Desemprego
• História de acidente de viação

Quando a dor aguda evolui para o estado crónico, torna-se um problema de saúde - inicialmente a uma escala pessoal, mais tarde a uma escala pública. A dor crónica é causadora de morbilidade, absenteísmo e incapacidade temporária ou permanente, gerando elevados custos aos sistemas de saúde, com grande impacto na qualidade de vida do doente e das famílias. A dor passa a ser o centro de todas as vivências, limitando decisões e comportamentos. Está muitas vezes associada a fadiga, anorexia, alterações do sono, obstipação, náuseas, dificuldade de concentração, entre outros.2  

Entre as principais consequências da dor crónica destacam-se:2

• Incapacidade física e funcional
• Dependência
• Afastamento social
• Alterações na líbido
• Mudanças na dinâmica familiar
• Desequilíbrio económico
• Falta de esperança  

Dor Crónica
Dor Crónica - factos e números & localização
 
Referências

Referências

1. Azevedo LF, Costa-Pereira A, Mendonça L, Dias CC, Castro-Lopes JM. Epidemiology of Chronic Pain: A Population-Based Nationwide Study on Its Prevalence, Characteristics and Associated Disability in Portugal. J Pain. 2012 Aug;13(8):773-83.

2. Ritto C, Rocha FD, Costa I, Diniz L, Raposo MB, Pina PR, Milhomens R, Faustino SA. Manual de Dor Crónica. 2ª Edição. Janeiro 2017.

3. Task Force on Taxonomy of the International Association for the Study of Pain (IASP). Classification of Chronic Pain: Descriptions of Chronic Pain Syndromes and Definitions of Pain Terms. IASP Press. 1994.