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CEFALEIAS E ENXAQUECAS

O QUE SÃO CEFALEIAS?

A cefaleia, mais comumente conhecida por dor de cabeça, é uma das formas mais comuns da dor no ser humano. 

Os tipos mais frequentes são a cefaleia tensional e a enxaqueca.

CEFALEIA TENSIONAL

É o tipo mais comum de dor de cabeça: ocorre em 42% dos adultos.10 Caracteriza-se por uma dor ou mal-estar na cabeça, couro cabeludo ou pescoço e, de um modo geral, está associada à tensão dos músculos destas zonas.11 Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum em adultos e adolescentes. As contrações musculares que estão na sua origem podem dever-se a stresse, depressão, ansiedade ou a um traumatismo craniano. Outras causas são o consumo de álcool, abstinência de cafeína, bruxismo, tensão ocular, fadiga, constipação, gripe ou outras infeções.11,12

ENXAQUECA

É um problema clínico comum que afeta 15% da população.A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as enxaquecas como a perturbação crónica mais incapacitante e dispendiosa.É três vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens e a prevalência máxima incide na faixa etária dos 22 aos 55 anos de idade.3,4 A enxaqueca pode assumir duas formas5,6:


• ENXAQUECA SEM AURA
Caracteriza-se por uma forte dor de cabeça associada a hipersensibilidade à luz, ao ruído e aos cheiros, assim como náuseas e vómitos.


• ENXAQUECA COM AURA
Caracteriza-se por sintomas neurológicos, como alterações da visão e, em raras ocasiões, convulsões motoras parciais. A enxaqueca com aura afeta 25% de todos os casos de enxaqueca e pode durar entre uma hora e vários dias.

As causas da enxaqueca

As causas que originam as enxaquecas não estão completamente clarificadas. Embora exista uma componente hereditária óbvia, as enxaquecas também podem ser desencadeadas por alimentos como o chocolate, determinados queijos ou o glutamato monossódico. Podem também ser desencadeadas pela abstinência de cafeína, pelo consumo de álcool, pela falta de sono, por fadiga, determinados cheiros (perfumes, tabaco), ruídos fortes ou luzes brilhantes e alterações nos níveis hormonais (por exemplo, durante o ciclo menstrual das mulheres).

 
Referências

Referências

1. Vos T, Flaxman AD, Naghavi M, Lozano R, Michaud C, Ezzati M, et al. Years lived with disability (YLDs) for 1160 sequelae of 289 diseases and injuries 1990-2010: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2010. Lancet. 2012;380(9859):2163-96.

2. World Health Organization. World Health Report 2001 - Mental health: new understanding, new hope. Disponível em: http://www.who.int/whr/2001/en/index.html.

3. Leonardi M, Steiner TJ, Scher AT, Lipton RB. The global burden of migraine: measuring disability in headache disorders with WHO's Classification of Functioning, Disability and Health (ICF). J Headache Pain. 2005;6(6):429-40.

4. Bigal ME, Lipton RB. The epidemiology, burden, and comorbidities of migraine. Neurol Clin. 2009;27(2):321-34.

5. Headache Classification Subcommittee of the International Headache Society. The International Classification of Headache Disorders: 2nd edition. Cephalalgia. 2004;24 (Suppl 1):9-160.

6. D’Amico D, Tepper SJ. Prophylaxis of migraine: general principles and patient acceptance. Neuropsychiatr Dis Treat. 2008;4(6):1155-67.

Referências

7. Pringsheim T, Becker WJ. Triptans for symptomatic treatment of migraine headache. BMJ. 2014;348:g2285.

8. Tfelt-Hansen P, Saxena PR, Dahlöf C, Pascual J, Láinez M, Henry P, et al. Ergotamine in the acute treatment of migraine: a review and European consensus. Brain. 2000;123(Pt 1):9-18.

9. Diener HC, Bussone G, de Liano H, Eikermann A, Englert R, Floeter T, et al. Placebo-controlled comparison of effervescent acetylsalicylic acid, sumatriptan and ibuprofen in the treatment of migraine attacks. Cephalalgia. 2004;24(11):947-54.

10. Stovner Lj, Hagen K, Jensen R, Katsarava Z, Lipton R, Scher A, et al. The global burden of headache: a documentation of headache prevalence and disability worldwide. Cephalalgia. 2007;27(3):193-210.

11. Freitag F. Managing and treating tension-type headache. Med Clin North Am. 2013;97(2):281-92.

12. Barbanti P, Egeo G, Aurilia C, Fofi L. Treatment of tension-type headache: from old myths to modern concepts. Neurol Sci. 2014;35(Suppl 1):17-21.