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LOMBALGIA

O QUE É A LOMBALGIA?

A lombalgia é a dor que ocorre na região lombar inferior. A tão vulgarmente chamada de "dor nas costas" que se localiza na região mais baixa da coluna, perto da bacia, e que pode ou não irradiar para os membros inferiores.

PREVALÊNCIA

Classificada como aguda quando tem uma duração de quatro a seis semanas e como crónica quando persiste por 12 semanas ou mais, esta é uma das condições de dor crónica mais comuns no mundo.1

A prevalência da lombalgia ao longo da vida será superior a 70% nos países industrializados, estimando-se que em 15-45% dos casos os sintomas persistam durante um ano ou mais.2 Isto significa que a maioria das pessoas terá dor lombar em algum momento da sua vida, embora apenas uma minoria dos doentes relate persistência da dor após um episódio agudo. No entanto, de acordo com um estudo científico recente cerca de dois terços dos doentes acabam por desenvolver lombalgia crónica.3,4

CAUSAS DA LOMBALGIA5

• Características individuais

• Condições de trabalho (trabalho físico pesado ou posturas pouco naturais, estáticas e dinâmicas)

• Determinadas tarefas manuais

• Estilo de vida

• Fatores psicológicos

Uma minoria dos casos tem origem em traumatismos na região das costas, situações de osteoporose ou uso prolongado de corticosteroides.




No momento do diagnóstico, a causa exata da dor lombar é frequentemente difícil de identificar. A lombalgia pode ter origem em diferentes tecidos, incluindo músculos, ligamentos, cápsulas articulares e vasos sanguíneos. Esses tecidos podem ser puxados, esticados ou torcidos, o que produz uma inflamação que depois resulta na sensação de dor.

FATORES DE RISCO

Em aproximadamente 5-15% dos casos a lombalgia pode ser atribuída a uma causa específica - como fratura osteoporótica, neoplasia ou infeção. Para os restantes 85 - 95% dos casos a causa específica da dor lombar não é clara.5 Entre os principais fatores de risco encontram-se6:

Fatores
demográficos
  • Idade(sobretudo entre os 30 e os 60 anos)
  • Género feminino, sobretudo em idades mais avançadas
  • Nível socioeconómico e de instrução mais baixos
Fatores de
saúde geral
  • Índice de massa corporal aumentado, superior a 25 kg/m2 excesso de peso e obesidade)
  • Tabagismo
  • Mau estado geral de saúde
Fatores
ocupacionais
  • Atividade laboral fisicamente violenta
  • Sedentarismo laboral
  • Insatisfação com o trabalho
Fatores
psicológicos
  • Depressão
  • Stresse
  • Ansiedade
Fatores
anatómicos
  • Alterações congénitas(p. ex. escoliose)
  • Alterações degenerativas (p. ex. osteoporose, hérnias de disco)
COMO PREVENIR A LOMBALGIA

A prevenção da lombalgia é um aspeto primordial na abordagem terapêutica desta condição. A estratégia preventiva chave é a limitação da exposição aos fatores de risco. Outra estratégia preventiva de valor comprovado pela investigação clínica é a prática de exercício físico, isoladamente ou em associação a medidas educativas7.

Quando a dor lombar se transforma em algo mais grave é fundamental consultar um médico para um diagnóstico e tratamentos adequados. O alívio da dor lombar pode ser controlado com diversos tipos de medicação. Apenas um médico pode indicar qual a medicação a adotar em cada momento.

Estratégias de prevenção para a lombalgia
Lombalgia Posturas

Referências

1. Airaksinen O, Brox JI, Cedraschi C, et al. Chapter 4. European guidelines for the management of chronicnonspecific low back pain. Eur Spine J. 2006 Mar;15 Suppl 2:S192-300.

2. Kaplan, W, Wirtz, V.J, Mantel-Teeuwisse, A, et al. Priority medicines for Europe and the World: 2013 update. World Health Organization; Geneva, Switzerland. 2003. Disponível em: http://www.who.int/medicines/areas/priority_medicines/MasterDocJune28_FINAL_Web.pdf?ua=1 (acedido a 16 de Maio de 2017).

3. Itz CJ, Geurts JW, van Kleef M, Nelemans P. Clinical course of non-specific low back pain: a systematic review of prospective cohort studies set in primary care. Eur J Pain. 2013;17(1):5-15.

Referências

4. Baron R, Binder A, Attal N, et al. Neuropathic low back pain in clinical practice. Eur J Pain. 2016 Jul;20(6):861-73.

5. Béatrice D. Priority Medicines for Europe and the World "A Public Health Approach to Innovation” Update on 2004 Background Paper, BP 6.24 Low back pain 2013; 6.24-24.

6. Rubin DI. Epidemiologyand risk factors for spine pain. Neurol Clin. 2007;25(2):353-71.

7. Maher C, Underwood M, Buchbinder R. Non‐specific low back pain. Lancet. 2016 Oct 10. pii: S0140-6736(16)30970-9.

 
Referências