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A dor é uma experiência sensorial ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou descrita em função dessa lesão

Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP)1

O que é a dor

Em algum momento da nossa vida, todos já sentimos dor. Sabemos, por isso, que a dor não é uma experiência puramente física, mas que também tem um impacto emocional. A dor pode ser um sinal de aviso para uma lesão (iminente ou real), desempenhando um papel importante de prevenção e de recuperação das funções normais do organismo. No entanto, nem sempre é assim. A dor também pode ser sentida depois de a lesão estar tratada - é o caso da dor crónica.

A dor é um fenómeno extraordinariamente complexo que vai além dos sintomas físicos. Por isso, deve ser considerada como uma experiência subjetiva e individual. Afinal, quem nunca pensou: “Da minha dor só eu sei!”

FATORES QUE INFLUENCIAM A
PERCEPÇÃO DA DOR1
A perceção da dor é influenciada por diversos fatores que podem ter um impacto diferente nos doentes. O esquema seguinte apresenta alguns exemplos que condicionam a forma como a dor é percecionada:
INFLUÊNCIAS
Culturais
  • Idioma/palavras
  • Crença religiosa face à dor
  • Avaliação social
    do estoicismo
  • Atitude do doente face à dor
INFLUÊNCIAS
Demográficas
  • Género
  • Idade
  • Estilo de vida
  • Peso
INFLUÊNCIAS
Psicossociais
  • Género de quem observa
  • Status e contexto
  • Personalidade
  • Humor
  • Padrão de sono e doença mental
INFLUÊNCIAS
Clínicas
  • Conhecimento
    do doente sobre diagnóstico
  • Doença
  • Resultado do tratamento
  • Tipo de procedimento cirúrgico
  • Grau do trauma
O que é a dor
CONHECER OS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA DOR3

É no cérebro que tomamos consciência da dor, independentemente da localização da lesão. Antes de chegar ao cérebro, o sinal doloroso percorre todo o organismo, desde o local da lesão até ao sistema nervoso central (SNC). Existem dois tipos de células nervosas (também chamadas de neurónios) responsáveis por este circuito: os neurónios aferentes transmitem o sinal doloroso do local da lesão para o SNC e os neurónios eferentes transmitem os sinais do SNC para os músculos, glândulas e órgãos.

 
Referências

Referências

1. Task Force on Taxonomy of the International Association for the Study of Pain (IASP). Classification of Chronic Pain: Descriptions of Chronic Pain Syndromes and Definitions of Pain Terms. IASP Press. 1994.    

2. WHO Normative Guidelines on Pain Management. June 2007. Disponível em: http://www.who.int/medicines/areas/quality_safety/delphi_study_pain_guidelines.pdf.  

3. Princípios Básicos Sobre a Dor. Change Pain® Portugal. Disponível em: www.change-pain.com.pt.